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SKU: o que é, como criar e como organizar o catálogo

Por Reginaldo Medeiros, fundador da Capitalizei · Publicado em 13/10/2026

Se você precisa abrir a foto do anúncio para saber qual camiseta foi vendida, o seu catálogo está sem SKU, ou com SKU mal feito. Com um ou dois produtos isso passa. Com 200 anúncios em quatro marketplaces, vira pedido trocado, estoque que não fecha e custo que ninguém sabe de onde veio.

SKU é a peça que amarra tudo: pedido, estoque, custo e nota fiscal. Vale meia hora de planejamento antes de cadastrar o próximo produto.

O que é SKU

SKU vem do inglês stock keeping unit, "unidade de controle de estoque". É um código que você mesmo cria para identificar cada item físico diferente que você vende.

A regra que define um SKU é simples: se o comprador pode escolher, é um SKU diferente. Uma camiseta em 3 cores e 4 tamanhos são 12 SKUs, porque são 12 coisas diferentes na prateleira. Se a camiseta azul M acabou, a azul G continua à venda.

O SKU é interno: o comprador não precisa vê-lo. Ele serve para você e para os sistemas que você usa saberem exatamente de qual item se está falando.

SKU não é código de barras

É comum confundir SKU com o código de barras da embalagem. São coisas diferentes:

SKU GTIN (EAN/UPC)
Quem cria Você O fabricante, com numeração licenciada pela GS1
Vale onde Só no seu negócio No mundo todo
Formato Livre (letras e números) Só números, com tamanho fixo
Muda de loja para loja Pode mudar Não muda: o mesmo produto tem o mesmo GTIN em qualquer loja
Para que serve Controle interno: estoque, custo, separação Identificar o produto no varejo e nos catálogos dos marketplaces

Segundo a GS1 Brasil, o GTIN identifica o produto de forma única em qualquer lugar e existe em quatro tamanhos: GTIN-8 (embalagens pequenas), GTIN-12 (o UPC, usado nos Estados Unidos e Canadá), GTIN-13 (o EAN, o padrão no varejo brasileiro) e GTIN-14 (caixas e agrupamentos). A documentação do Mercado Livre aceita esses tipos no campo de código universal.

Você precisa dos dois: o GTIN para o marketplace reconhecer o produto, e o SKU para você controlar a operação. Mais sobre o código de barras em GTIN e EAN: o que é.

Onde o SKU entra no marketplace

Os marketplaces têm campo próprio para o SKU do vendedor, inclusive por variação. No Mercado Livre, por exemplo, a documentação oficial orienta enviar o SKU de cada variação no atributo SELLER_SKU, e esse valor aparece tanto no anúncio quanto no pedido. A mesma documentação lembra que cada variação pode ter estoque próprio dentro do mesmo anúncio.

Isso quer dizer que, com o SKU preenchido, o pedido já chega dizendo "CAM-BAS-AZ-M" em vez de "Camiseta básica, cor: azul, tamanho: M", e qualquer sistema consegue ligar essa venda ao item certo do estoque.

Um padrão simples para montar o SKU

Não existe padrão oficial. Existe o padrão que você consegue manter. Um modelo que funciona para a maioria das lojas:

CATEGORIA - MODELO - VARIAÇÃO 1 - VARIAÇÃO 2

Produto SKU
Camiseta básica azul M CAM-BAS-AZ-M
Camiseta básica azul G CAM-BAS-AZ-G
Camiseta básica preta M CAM-BAS-PT-M
Caneca 350 ml branca CAN-350-BR
Kit 3 canecas brancas KIT-CAN-350-BR-3

Regras que evitam dor de cabeça:

O mesmo SKU em todos os canais

Esse é o ponto que mais pesa para quem vende em vários marketplaces. A camiseta azul M anunciada na Shopee, no Mercado Livre, no TikTok Shop e na SHEIN é a mesma camiseta da mesma prateleira. Ela precisa ter o mesmo SKU nos quatro anúncios.

Quando cada canal tem um código diferente (ou nenhum), três coisas quebram:

  1. Estoque. O sistema não sabe que a venda da Shopee consumiu a mesma peça que está anunciada no Mercado Livre. Veja como sincronizar o estoque entre marketplaces.
  2. Custo e lucro. Sem SKU, a venda não encontra o custo do produto, e o lucro por venda fica errado ou em branco. Isso aparece direto no lucro real por venda.
  3. Separação. Quem embala precisa ler o pedido e saber o que pegar. Código consistente acelera e reduz troca.

Kits e packs: SKU próprio

Kit é um item vendável diferente e precisa do próprio SKU, mesmo que seja montado com produtos que você já tem. "KIT-CAN-350-BR-3" não pode ser "CAN-350-BR": o primeiro consome 3 canecas, o segundo consome 1. No cadastro do estoque, o kit aponta para os componentes e as quantidades. O passo a passo está em kits de produtos.

Como arrumar um catálogo que já está bagunçado

Se você já vende há tempo e os SKUs estão misturados, não tente refazer tudo num dia:

  1. Exporte os anúncios de cada canal para uma planilha, com título, variação e o SKU atual (se houver).
  2. Monte uma coluna "SKU novo" seguindo o padrão escolhido, linha por linha.
  3. Comece pelos produtos que mais vendem. São eles que mais erram estoque e custo. A Curva ABC mostra quais são.
  4. Atualize o SKU nos anúncios canal por canal.
  5. Só depois ligue sincronização de estoque ou importe custos por SKU.

Na Capitalizei, o SKU é o que liga cada anúncio ao produto do estoque: ao mapear um anúncio, a sugestão de vínculo usa primeiro o SKU idêntico, depois o SKU normalizado (sem diferença de maiúscula, espaço ou hífen) e o código de barras, e só então o nome do produto.

Perguntas frequentes

SKU e código de barras são a mesma coisa?

Não. O SKU é um código interno que você cria para controlar o seu estoque. O código de barras (GTIN, também chamado de EAN no Brasil) é um número padronizado pela GS1 que identifica o produto em qualquer loja do mundo.

Cada variação de cor e tamanho precisa de um SKU?

Sim. Tudo que o comprador pode escolher e que é um item diferente na prateleira precisa de um SKU próprio. Uma camiseta em 3 cores e 4 tamanhos são 12 SKUs.

Posso usar o mesmo SKU em marketplaces diferentes?

Deve. O mesmo produto físico precisa ter o mesmo SKU em todos os canais; é assim que o estoque e o custo de uma venda em qualquer marketplace são ligados ao item certo.

Qual o melhor formato de SKU?

Um formato curto, só com letras, números e hífen, na mesma ordem para todos os produtos, como CATEGORIA-MODELO-COR-TAMANHO. O importante é manter o mesmo padrão sempre.

Faça a conta com os seus números

A Capitalizei é um ERP para quem vende em marketplace: o pedido entra sozinho, a NF-e sai com o seu CNPJ, a etiqueta é gerada e o Painel de Lucro mostra quanto sobrou de cada venda. O plano Free é grátis e não pede cartão.

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Fontes: developers.mercadolivre.com.br/pt_br/variacoes, developers.mercadolivre.com.br/pt_br/publicacao-de-produtos, developers.mercadolivre.com.br/pt_br/identificadores-de-produtos, gs1br.org/codigos-e-padroes/padroes-de-identificacao/gtin-identificacao-de-produtos.

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